Dolly Parton: Aos Treze Anos no Grand Ole Opry

Dolly Parton: Aos Treze Anos no Grand Ole Opry

Quando a Dolly tinha treze anos, o seu tio conseguiu que ela atuasse no Grand Ole Opry, em Nashville, o palco mais famoso da música country, e Johnny Cash ficou tão impressionado que lhe disse para seguir os seus instintos e não deixar que ninguém lhe dissesse o que fazer.

Inspira as crianças a confiar nos seus instintos e a seguir os seus sonhos com confiança.

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A história

Lá no alto das Great Smoky Mountains, Dolly Parton, aos treze anos, adorava transformar cada som da floresta numa canção nova e alegre. Sentada no alpendre da cabana, com o seu vestido de flores remendado, dedilhava a sua guitarra acústica de timbre quente e melífluo com uma energia contagiante. Encostado à vedação de madeira, o tio Bill batia com as suas botas de trabalho pesadas ao ritmo da melodia animada, a transbordar de orgulho.

Enquanto o último acorde se perdia no ar da montanha, Dolly abraçou a sua guitarra de tom mel e olhou para as longínquas cristas azuladas. Adorava cantar para os pinhais ondulantes e para a brisa de verão, mas um sonho radiante despertava no seu coração. Um dia, imaginava ela, as suas melodias da montanha viajariam muito para lá das colinas, iluminando grandes palcos repletos de multidões em euforia.

Certa manhã de sol, o Tio Bill subiu o caminho de terra com um sorriso enorme, de orelha a orelha, e uma notícia emocionante. Tinha conseguido que a Dolly, de treze anos, cantasse no lendário Grand Ole Opry, em Nashville! A Dolly soltou um suspiro de pura alegria, juntando as mãos sobre o seu vestido de flores, incrédula. O seu sonho audaz das montanhas estava, de repente, a tornar-se realidade.

Com uma excitação que a fazia tremer, a Dolly guardou cuidadosamente a sua adorada guitarra acústica no estojo gasto. Os seus irmãos e irmãs amontoavam-se na varanda, a aplaudir e a acenar lenços coloridos, enquanto o Tio Bill conduzia a sua carrinha poeirenta pela estrada sinuosa da montanha. Debruçada à janela do passageiro, a Dolly acenava em despedida, com o coração a dançar a cada quilómetro percorrido em direção a Nashville.

No interior do lendário Ryman Auditorium, os bastidores fervilhavam de pura magia musical. Grandes estrelas da música *country*, vestidas com fatos cintilantes cravejados de pedrarias, ensaiavam as suas harmonias, enquanto mestres do violino afinavam os seus arcos de madeira sob a luz quente de lâmpadas de tungsténio. Cabos pesados cruzavam-se sobre o soalho de madeira polida, preenchendo o ar com o aroma intenso da cera de palco, da doce resina e de uma enorme euforia.

Ao espreitar pelas pesadas cortinas de veludo, Dolly sentiu um súbito frio na barriga ao ver o enorme auditório. O tio Bill ajoelhou-se ao seu lado com um sorriso sereno e encorajador, pousando gentilmente a mão no ombro dela. Enquanto ela ajustava as cravelhas de latão da sua guitarra de tom mel, as palavras tranquilas dele lembraram-na de simplesmente cantar com o seu coração das montanhas.

A voz retumbante do apresentador ecoou pelo auditório, apresentando Dolly Parton, de treze anos, ao Grand Ole Opry. Com o coração a bater acelerado de pura emoção, Dolly surgiu de trás das pesadas cortinas de veludo e caminhou diretamente para a luz quente e dourada do foco central do palco. Segurando a sua guitarra de tons melífluos, sorriu para o vasto mar de rostos.

A Dolly pressionou os dedos contra o braço liso de pau-rosa e tocou um acorde sonoro e vibrante. Enquanto a sua voz cristalina se elevava até às vigas de madeira do teto, a luz pura do sol da montanha inundava o salão histórico. As fitas vermelhas do seu cabelo oscilavam a cada dedilhar rítmico, e os seus sapatos de pele gastos marcavam um ritmo alegre no palco.

Quando a última nota ressoou, um instante de puro silêncio percorreu a histórica sala antes de todo o Grand Ole Opry explodir em euforia! Milhares de pessoas levantaram-se de um salto dos bancos curvos de carvalho, assobiando, aclamando e batendo os pés no soalho num delírio de alegria. Ondas de aplausos estrondosos ecoaram até às vigas do teto, exigindo três alegres regressos ao palco.

Nos bastidores, após os seus *encores*, a lenda da música *country* Johnny Cash ajoelhou-se para falar com a jovem Dolly. Imponente no seu elegante fato preto, sorriu de forma calorosa e elogiou a sua voz poderosa, típica das montanhas. Olhando diretamente para os seus olhos azul-brilhantes, partilhou um conselho valioso que ela nunca esqueceria: seguir sempre os seus próprios instintos e nunca deixar que ninguém lhe dissesse o que fazer.

Com o coração ainda a palpitar de um deslumbramento alegre, a Dolly guardou cuidadosamente a sua guitarra *vintage* de madeira de espruce no estojo forrado a veludo. As palavras inspiradoras de Johnny Cash ecoavam na sua mente como uma promessa de ouro para confiar sempre na sua própria voz. Fechou os fechos de latão com mãos firmes, erguendo-se com uma nova e orgulhosa confiança.

De mãos dadas com o tio Bill, a Dolly saiu para a noite cintilante de Nashville. Apertando contra si o seu fiel estojo de guitarra, sabia que tinha uma voz que não pertencia a mais ninguém senão a ela própria. Com inúmeras melodias a despertar no seu coração, a rapariga das montanhas olhou para as estrelas cintilantes, pronta para seguir o seu próprio caminho verdadeiro, onde quer que ele a levasse.

Dolly Parton: Aos Treze Anos no Grand Ole Opry